O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade (Mt 3.1,17;
Jo 14.16; At 10.38), de igual substância, majestade e glória com o Pai e com o
Filho, verdadeiro e eterno Deus, como nos ensinam as Sagradas Escrituras (Gn
1.2; Mt 28.19; At 5.3-4; 1Co 2.10; 1Co 6.11; 1Jo 5.6). Ele procede do Pai e do
Filho desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado, nem gerado; mas
procede de ambos (Jo 14.15-26; Jo 15.26; Rm 8.9; Gl 4.6).[1]
O Espírito Santo não é uma força
cósmica, uma energia ou um fluído como ensinam algumas seitas do cristianismo.
A Bíblia nos apresenta o Espírito Santo como um ser que tem personalidade, e
como ser pessoal, ele tem todas as características de uma pessoa: intelecto,
volição e emoção. Veja a tabela baixo:[2]
INTELECTO
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VOLIÇÃO
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EMOÇÃO
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Ele pensa: “E aquele que sonda os corações sabe
qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele
intercede pelos santos” (Rm 8.27; cf. Is 11.2; 1Co 2.10,11).
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Ele escolhe: “Mas um só e o mesmo Espírito
realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada
um, individualmente” (1Co 12.11).
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Ele sente: “Mas eles foram rebeldes e contristaram
o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou
contra eles” (Is 63.10; cf. At 7.51; Rm 15.30; Ef 4.30).
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Além de nos mostrar as
características pessoas do Espírito Santo, a Bíblia nos mostra também os seus
atributos divinos. Se por um lado existem grupos que negam a pessoalidade do
Espírito Santo, por outro há grupos que negam veementemente sua divindade.
Todavia, o testemunho bíblico a respeito da divindade plena do Espírito Santo é
inquestionável. Veja a tabela abaixo:[3]
DIVINDADE
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ETERNIDADE
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ONIPRESENÇA
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ONISCIÊNCIA
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“E todos nós, com o rosto
desvendado, contemplando, como por espelho, a glória de Senhor, somos
transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo o
Senhor, o Espírito” (2Co 3.18).
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“Muito mais o sangue de Cristo,
que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus,
purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”
(Hb 9.14).
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“Para onde me ausentarei
do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7).
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“Mas
Deus no-lo revelou pelo Espírito, porque o Espírito a todas as coisas
perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1Co 2.10).
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Em At 5.3,4 temos a narrativa descritiva do pecado de Ananias
e Safira, sua esposa. Eles haviam vendido uma propriedade e fingiram dar todo o
dinheiro da venda aos apóstolos. O problema não foi a questão do dinheiro, mas
sim, a intenção do casal em enganar os apóstolos, e pensar ser possível
esconder algo do Espírito Santo. Pedro comparou a mentira ao Espírito Santo (At
5.3) como sendo a mesma coisa de mentir a Deus (At 5.4).
Há textos no Novo Testamento em que o Espírito Santo é
colocado em pé de igualdade com Deus. Para exemplificar, vejamos o texto de 1Co
3.16,17. Nos versículos 16 e 17, Paulo diz aos seus leitores que eles são
templo de Deus e que seu Espírito habita neles. Já no capítulo 6, Paulo diz que
o corpo deles é o templo do Espírito que neles habita (1Co 6. 19,20). Deus
e Espírito Santo são colocados em pé de
igualdade e fazendo o mesmo papel – habitar nos cristãos. O Espírito Santo é
equiparado com o Pai e com o Filho na formula batismal (Mt 28.19) e na benção
paulina em 2Co 13.14 e 1Pe 1.2 que diz: “eleitos, segundo a presciência de Deus
Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de
Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas”.[4]
(Este texto foi extraído do estudo "A promessa e o derramento do Espírito Santo", escrito por Samuel Sousa Gomes).
BIBLIOGRAFIA.
1. Teologia Sistemática.
ERICKSON, Millard J. (1997) Introdução à teologia
sistemática. São Paulo: Vida Nova.
HOUSE, H. Wayne (2000) Teologia cristã em quadros.
São Paulo: Vida.
2. Confissões de Fé e catecismos.
Todos os documentos confessionais abaixo estão disponíveis
no blog do ministério
Entendes o que Lês?, clique aqui para ver.
Catecismo Maior de Westminster.
(2013). São Paulo: Cultura Cristã.
DE BRÉS, Guido; URSINUS, Zacarias (2011) Confissão Belga
e Catecismo de Heidelberg. 3ª ed. São Paulo: Cultura Cristã.

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