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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

COMENTÁRIO DO SALMO 133.


Este salmo davídico se volta para importância da comunhão e do relacionamento adequado na comunidade. Este salmo também é muito cantado nos dias de hoje pelos judeus em Jerusalém. Com vimos acima, esse salmo é pós-exílico, ou seja, foi escrito depois do cativeiro babilônico, que durou de 586 a.C. até 539 a.C.

Há uma combinação estranha nesse salmo, pois sabemos que óleo e orvalho não se misturam! Que relação esses elementos têm a ver com a união fraternal? O verso dois descreve que esse “viver em união” deve ser como o óleo precioso derramado desde a cabeça, e que desce sobre a barba de Arão até a gola de suas veste. Isto se trata de uma referência à consagração do sacerdote.  O óleo deveria descer sobre toda a sua veste sacerdotal. Portanto, entendemos que a consagração deve ser plena e absoluta. A ideia que o texto pretende transmitir é a seguinte: a união entre os irmãos deve ter relacionamento, santidade e santificação. Não pode haver uma verdadeira união sem santidade perante Deus. E essa santificação deve produzir um ambiente de confraternização entre os irmãos. O importante matemático e filósofo cristão francês Blaise Pascal disse que “o amor não tem idade: está sempre nascendo”.
           
O Salmo 133 diz também que a união fraternal é como o orvalho do monte Hermom quando desce sobre os montes de Sião. O monte Hermom está situado numa região muito marcada pela humidade por ser cheia de água. Isso faz um contraste com as regiões desérticas do Sul da Palestina. Portanto, a região do Hermom é marcada pela prosperidade e por frutificação. Logo, a união que Deus deseja é acompanhada pela benção da santificação, da prosperidade e da frutificação que Deus concede a partir dos montes de Sião (ver. 3). O importante é que o Senhor é quem sustenta isso. É uma benção completa para todos nós.

O Salmo 133 expressa os segredos do avivamento e da efusão do Espírito Santo, que é o resultado da união dos filhos de Deus. O óleo (verso 2) e o orvalho (versículo 3) referido no Salmo 133 representa a presença do Espírito Santo no meio de Sua Igreja. É a presença do Senhor no corpo de Cristo que traz a unidade no coração do homem. O fato de que o óleo escorre da cabeça para as vestes simboliza o fato de que, quando a liderança é ungida em primeiro lugar, eles são capazes de transmitir esta unção ao povo.

Salmo 133.1: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
Este verso no original hebraico pode ser traduzido assim de forma ipsis litteris: “Veja! Como é bom e amável que os irmãos sentem-se juntos”.[1] A ideia do texto hebraico é de transmitir uma unidade concreta. Todos se sentam um do lado do outro, ao mesmo tempo. Esta ideia torna-se clara com o uso da palavra daxAy (yāHad junto, ao mesmo tempo). O verso 1 é um provérbio sapiencial e retrata a beleza e a unidade entre os irmãos. O salmista explica essa comunhão com os versos seguintes, usando dois elementos interessantes: o óleo da unção e o orvalho da região do monte Hermom.[2]

Salmo 133.2: É como o óleo precioso sobre a cabeçaa, que desce sobre a barbab, a barba de Arãog, e que desce à orla das suas vestesd.

a. É como o óleo precioso. Este é o óleo ou azeite da santa unção, e era “um perfume composto segundo a arte do perfumista”, Êx 30.22-33. Era produzido dos seguintes produtos: 1. Mirra : Goma, resina odorífica, medicinal, produzida pelo balsamodendro (Bálsamo, líquido aromático); 2. Canela aromática: Árvore laurácea  de casca odorífica, usada como especiaria; 3. Cálamo: Planta que exalava um doce cheiro (Ct 4.14), vinha de terras longínquas (Jr 6.20), da Arábia ou da Índia (Ez 27.19); 4. Cássia. Casca aromática semelhante à canela, empregada em medicina, vinha da Arábia ou da Índia (Ez 27.19); 5. Azeite de Oliva. Óleo extraído de azeitonas ou de outras frutas ou das gorduras de certos animais.

b. Sobre a barba. Na cultura judaica, a barba era símbolo de beleza, dignidade e virilidade.

g. Arão. אַהֲרוֹן (ahărôn) – “aquele que traz luz”. Filho de Aarão e Joquebede (Êx 6.20), e irmão mais velho de Moisés e Miriã (Nm 26.59).[3] Foi o primeiro sumo sacerdote da nação de Israel. Descendia da tribo de Levi (Êx 6.16-20).  Nasceu três anos antes de Moisés, no Egito (Êx 7.7). Servia como boca de Moisés, por ter o dom da palavra, Êx 4.16,17. Arão morreu com cento e vinte e três anos de idade, no monte Hor (situado na região de Edom, Nm 20.22; 33.37), Nm 20.24-29; 33.38,39. [4]

d. Orla das suas vestes. A respeito da vestimenta do sumo sacerdote, confira o texto de Êx 28.1-29.

Salmo 133.3: Como o orvalhoa do Hermomb, que desce sobre os montes de Siãog; porque ali od- Senhore ordena a benção e a vida para sempre-d.

a. Orvalho. Em hebraico é laX (al) e significa orvalho, chuva fina, névoa noturna, garoa. Orvalho é um tipo de depósito de gotas de águas resultantes de condensação de vapor, na superfície de objetos que permanecem ao ar livre durante a noite. O orvalho forma-se nas noites claras, porque nelas as superfícies descobertas irradiam calor para a atmosfera. A maior parte dos objetos, inclusive folhas de capim e pétalas de flores, irradiam calor melhor que o ar e, como resultado, ficam durante a noite, mais frios que este. A formação de orvalho é mantida pela difusão de vapor de água.[5]

b. Hermom. Em hebraico é NOwmr;ex (Hermôn) e significa sagrado, um santuário.
É muito provável que o nome Hermom tenha se originado devido aos santuários consagrados a Baal, localizados ali desde os tempos anteriores ao Êxodo (Js 11.27). Baal-Hermom (Jz 3.3) e  Baal-Gade (Js 13.5) eram lugares reputados como locais sagrados pelos habitantes originais de Canaã, e esses lugares ficavam próximos ao monte Hermom. O monte Hermom recebe outros nomes dentro do texto bíblico. Em Dt 4.48 é chamado de Siom (NO'yiiOS - Siôn elevado, imponente). Os amorreus o chamavam de Senir, Dt 3.8,9 (ryinOS; - Senir montaha de neve). Mas ao que nos parece, este nome se refere apenas a uma parte da montanha do Hermom como podemos analisar em Ct 4.8 (cf. 1Cr 5.23). Por fim, os sidônios o chamavam de Siriom, Dt 3.8,9 (NOyr;OiS - Sîryôn peitoral). O Hermom formava a fronteira Norte de Israel até onde chegaram as conquistas dos hebreus sobre os amorreus, sob a direção de Moisés e Josué, Dt 3.8,9; Js 11.3,17, 12.15, 13.5,11; 1Cr 5.23. É também o extremo sul da região da Anti-Líbano. O Hermom está entre 2.800 a 3.000 metros acima do nível do mar, suas montanhas tem 32 Km de comprimentos e três picos , sendo que dois deles são os mais altos da Palestina ou em sua redondeza. Nele se encontram as nascentes do rio Jordão. A neve nunca desaparece do cume durante o ano todo, causando orvalhos abundantes em tremendo contraste com a terra ressequida da região Sul. O seu degelo é uma das principais fontes alimentadoras do Jordão. Outro fato interessante a respeito do Hermom é que sua aproximidade de Cesareia de Filipe tem levado alguns estudiosos a sugerirem que o Hermom é o “alto monte” da Transfiguração (Mt 17.1,9; Mc 9.2,9; Lc 9.28). Cerca de uma semana antes da Transfiguração, o Senhor esteve na região de Cesareia de Filipe, ao sul do Hermom, e alguns estudiosos consideram que Ele se dirigiu para o Norte, para as colinas do Hermom, ao invés de ir para o Sudeste, para o monte Tabor, o local tradicionalmente aceito como o monte da Transfiguração.[6]

A palavra transfiguração que aparece tanto Mt 17.2 bem como em Mc 17.2  no texto grego é o vocábulo metemorfw,qh (meterfwqh– transfigurou-se). Esta palavra é a forma flexionada do verbo metamorfo,w (metamorfow), de onde vem a nossa palavra metamorfose. Este verbo é polissemântico e pode significar  mudado em forma, mudança de forma; ser transformado, alterar-se, ser transfigurado. Lucas, que escreveu sua narrativa do Santo Evangelho para os gregos, não empregou esse palavra. Ao invés de usar esse verbo, ele preferiu a seguinte expressão: to. ei=doj tou/ prosw,pou auvtou/ e[teron. Lucas preferiu usar essa expressão para não sugerir aos leitores gregos as metamorfoses de deuses do panteão helênico. Sendo assim, Lucas pretende mostrar mediante a inspiração divina do Espírito Santo (2Pe 1.20,21) que Jesus Cristo é diferente dos deuses adorados pelos gregos. Veja a tabela com a transliteração e tradução da expressão usada pelo médico amado (Cl 4.14):[7]

to. ei=doj tou/ prosw,pou auvtou/ e[teron
to.
ei=doj
tou´/
prosw,pou
auvtou/
e[teron
to
eidos
tou
 proswpou
autou
heteron
A
Aparência
Do
Rosto
Dele
[estava] diferente (de outro tipo)

g. Sião. Em língua hebraica o nome é NOwFyic (ciôn) e significa “lugar escalvado”. No Sl 48.2 o monte Sião é identificado como “a alegria de toda a terra”. O monte Sião está localizado na região Oriental de Jerusalém, com aproximadamente 800 metros de altura em relação ao nível do Mediterrâneo. É muitas vezes identificado com a própria cidade de Jerusalém (Cf. 2Rs 19.21; Sl 126.1; Is 1.8, 10.24). Na antiguidade essa região era povoada pelos Jebuseus, mas quando Davi assume o controle político-militar de Israel e resolveu expulsá-los. Com o passar do tempo, Davi ordenou que a arca fosse levada para Jerusalém, chamada de “cidade de Davi”, 2Sm 6, 1Cr 15. Por este motivo o monte Sião (monte onde a cidade de Jerusalém está edificada) passou a ser considerado santo pelos israelitas. Alguns anos depois (aproximadamente quarenta anos depois), quando Salomão havia assumido o trono de Israel, a arca foi levada para o Templo. Por isso a cidade de Jerusalém passou a ser chamada de Sião.[8]

d. Porque ali  (...) ordena a benção e a vida para sempre. A palavra ali (MAÇAH - šām) refere-se ao monte Sião. Esta benção (hAkAr;;Gb: - Berākāh) e vida (MyFiyax - Hayîm lit. vidas)  é uma bênção complexa que inclui todas as bênçãos. É prerrogativa de Deus ordenar a bênção, o homem só pode orar por ela. A bênção ordenada por Deus sobre aqueles que vivem em amor é vida para sempre, essa é a bênção das bênçãos. Os que vivem em amor não só moram em Deus, mas também já moram no céu. Da mesma maneira que a perfeição de amor é bem- aventurança do céu, também o amor sincero é a mais intensa das bênçãos. Os que vivem em amor e paz devem ter o Deus de amor e de paz com eles agora, e eles logo devem estar com Deus e para sempre no mundo de amor e paz sem fim. O quão bom isso é, e quão agradável!

e. Senhor. No texto hebraico aparece a palavra hAwhy ;(yehwā). Na LXX consta a palavra ku,rioj (kurios - Senhor). A palavra hebraica hAwhy ;é o nome pessoal e sacrossanto de Deus. É constituído por quatro letras  consoantes hwhy (YHWH). Esse nome sagrado tem origem no verbo hAyAh (hāyā) e pode significar “alguém que existe por si mesmo”. Nos textos de Êx 20.7 e Dt 5.12 consta o mandamento de não pronunciar o nome sacrossanto de Deus em vão. Por se tratar de um nome impronunciável, os judeus adotaram epítetos para substituírem a pronúncia original do Tetragrama. Quando os judeus se deparam com o Tetragrama na leitura do texto hebraico sagrado eles leem אֲדוֹנָי (ănāy – Senhor) ou MEKHah (hašēm – lit. o Nome). Existe também a forma híbrida MEHOwdאֲ (ăšēm). O termo técnico usado nos círculos acadêmicos para se referir ao nome sagrado de Deus é  Tetragrama: tetragrammaton (latim: composto de quatro letras), tetragra,mma (tretagramma - quatro letras), tetragra,mmatoj (tetragrammatos - quatro letras). Além dos termos técnicos em latim e em grego, há também termos técnicos em hebraico moderno e um eles é  HArOpGm;ah MEH (šhm ha mepôrāš – Nome inefável). A pronúncia Jeová apareceu no período entre a Renascença (séc. XV) e a Reforma Protestante (séc. XVI), quando os cristãos recomeçaram a estudar o hebraico bíblico. Esses estudiosos fizeram a leitura do Tetragrama como hAwOhy ;(lê-se ănāy) com os  sinais vocálicos da palavra אֲדוֹנָי e criaram a pronúncia yehôwā, originando a leitura Yehowa (Jeová). No entanto, vários hebraístas posteriores contestaram essa pronúncia. Esta forma foi usada largamente nas traduções da Bíblia em línguas europeias que foram produzidas desde o século XVI em diante. A pronúncia mais aceitada pelos estudioso é Yahweh (Iaweh, Iavé ou Javé) - hewh;ay (yahweh). Esta leitura hipotética é registrada por alguns Pais da Igreja do oriente.[9]

[Estudo elaborado em Novembro de 2014].

Bibliografia.

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7. Manual Bíblico, Enciclopédia Bíblica e Geografia Bíblica.
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8. Dicionários bíblicos e teológicos.
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PFEIFFER, Charles F; VOS, Howard F; REA, John. (2007) Dicionário bíblico Wycliffe. 2ª ed. Rio de           Janeiro: CPAD.


9. Comentários Bíblicos.
Os livros citados aqui não foram referenciados nas notas de rodapé. Sendo assim, os números das páginas compulsadas dos comentários consultados serão sinalizados aqui.

BRUCE, F. F. (org.) (2009) Comentário Bíblico NVI. São Paulo: Editora Vida, p. 890-891.

CARRO, Daniel; POE, José Tomás; ZORZOLI, Rubén O. (eds). (1997) Comentario Biblico
Mundo Hispano Tomo 08: Salmos. El Paso, Texas: Editorial Mundo Hispano, p. 408-410.

CARSON, A. D. et. al. (2009) Comentário bíblico: Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, p. 700.

DAVIDSON, Francis. (org.) (1997) O novo comentário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, p. 750-755,           999-1001.

EVERETT, Gary H. (2013) Study notes on the Holy Scriptures: The Book of Psalms. [S.l.]         [s.n], p. 277-    280.

GOMES, Samuel S. (2013) Comentário do Salmo 126. São Paulo: STE Publicações, p. 1-4, 15.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. (eds.) (1990) Comentário Bíblico Moody. Vol 2. São           Paulo: Imprensa Batista Regular, p. 139.

HENRY, Matthew. (2010) Comentário bíblico de Matthew Henry: Jó a Cântico dos Cânticos. Vol. 3 . Rio           de Janeiro: CPAD, p. 676-677.

MACDONALD, William (2011) Comentário bíblico popular – Antigo e Novo Testamento. São Paulo:   Mundo Cristão, p. 369, 513-514.

MEYER, F.B. (2002) Comentário Bíblico F.B. Meyer. Belo Horizonte: Editora Betânia, p. 325.

RADMACHER, Earl D; ALLEN, Ronald B; HOUSE, H. Wayne. (eds.) (2010) O novo     comentário bíblico AT, com recursos adicionais – A Palavra de Deus ao alcance de todos. Rio de           Janeiro: Central Gospel, p. 933-934.

WENHAM, Gordon J. et al (ed.) (2003) Nuevo Comentario Biblico Siglo Vientiuno: Antiguo                Testamento. [S.l.] Editorial Mundo Hispano, p. 1285-1286.

WIERSBE, Warren W. (2006) Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Poéticos: volume III.   Santo André, SP: Geográfica Editora, p. 335-336.

10. Metodologia.
CARVALHO, Maria Carmen Roncy, et alii. (2011) Manual para apresentação de trabalhos    
acadêmicos da Universidade Católica de Brasília. Brasília: [s.n.], p. passim.

11. Outros.
ELLISEN, Stanley A. (1993) Conheça Melhor o Antigo Testamento. Deerfield, Flórida:           Editora Vida.
GOMES, Samuel S. (2012) Classificação literária dos livros do Antigo Testamento. São Paulo: STE     
             Publicações.

______. (2013) A disposição dos livros da Bíblia Hebraica. Texto não publicado.

______. (2013) O significado do nome Jeová Jiré. São Paulo: STE Publicações.

______. (2014) A estrutura da Bíblia. São Paulo: STE Publicações.

MEYER, Anthony R.; LIZORKIN-EYZENBERG, ELI (?) The Psalms – A small group Bible        study guide: with insights from Biblical Hebrew & Answer key. ETechear Group [S.n]

PINTO, Carlos O. C. (2008) Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento. São           Paulo: Hagnos.

WILLMINGTON, Harold L. (2001) A Bíblia em Esboços. São Paulo, SP: Hagnos.


12. Textos online.
            Os textos apresentados abaixo são da autoria de Edson de Faria Francisco, Ph.D. O Dr. Edson é Pós-Doutorado em  Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas pela Universidade de São Paulo (setembro de 2011). Título do trabalho de pós-doutorado: Lexicon Masoreticum: Léxico de Terminologia Massorética Tiberiense. Os textos podem ser encontrados em seu site http://www.bibliahebraica.com.br.

FRANCISCO, Edson de F. (2008) Alfabeto hebraico. Texto online.
______. (2008) Nomenclatura das consoantes e sinais vocálicos. Texto online.
______. (2010) Língua Hebraica: aspectos históricos e característicos. Texto online.
______. (2014) Tetragrama e epítetos divinos. Texto online.






[1] Tradução feita pelo comentarista.
[2] Cf. Mitchel, Pinto, Metzger, 2002, p.55.
[3] A Onomatologia (ou Onomástica) é a ciência que estuda os nomes com suas origens e significados. O antropônimo Miriã vem da língua hebraica (MAyr;im - mir/yām) e significa sua rebelião. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, durante os séculos III e I a.C, o nome hebraico MAyr;im passou a ser escrito em grego dessas formas: Mari,am/Maríi,a mariam/maria. Portanto, tanto o nome Miriã quanto o nome Maria têm a mesma origem linguística e significado etimológico (cf. Elliger, Rudolph, 1997, p. 264; Strong, 2002, 623).
[4] Cf. Boyer, 1999, p. 68, 314; Elliger, Rudolph, 1997, p. 94, 1214.
[5] Cf. Mitchel, Pinto, Metzger, 2002, p. 81; Strong, 2002, p. 378; Kirst et alii, 2008, p. 82.
[6] Cf. Pffeifer, Vos, Rea, 2007, p. 915-916; Douglas (org.), 2006, p. 585; Davis, [19-?], p. 296; Strong, 2002, p. 359, 1033, 1077, 1096; Kirst et alii, 2008, p. 7; Harris, Archer, Waltke, 1998, p. 535; Elliger, Rudolph, 1997, p. 289, 294.
[7] Cf. Gingrish, Danker, 1993, p. 134; Robinson, Pierpont, 2005, p. 69, 123, 179; Rienecker, Rogers, 1995, p. 37, 84; Souter, 1917, p. 157; Vine, Unger, White (eds.), 2002, p. 1031; Strong, op. cit., p. 1509; Coenen, Brown (orgs.), 2000, p. 2548-2551.
[8] Cf. Elliger, Rudolph, 1997, p. 1214; Boyer, 1999, p. 578; Strong, op. cit., p. 880, 881; Andrade, 1994, p. 60.
[9] Cf. Gomes, 2013, p. 1; Francisco, 2014, p.4,5; Pfeiffer, Vos, Rea, 2007, p. 544-545; Douglas (org,),  2006, p. 335-336.

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